O que é então "Lobisomens - O Passado É Para Esquecer"? De uma forma simples é o mundo onde os meus lobisomens vão viver as suas vidas. Ainda não sei tudo acerca deste mundo, sei que os lobisomens são reais lá. Sei que humanos sabem que os lobisomens existem e sabem quem eles são. Sei que esse mundo está a mudar. Sei que esse mundo é muito parecido ao nosso. Sei que os demónios desse mundo são os mesmos do nosso: ódio, ganancia, medo.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Contos Tradicionais dos Lobisomens: A roupa bonita do homem
Em tempos tão antigos que até o tempo era novo, aconteceu um dia os animais começarem a discutir entre si de qual deles seria a roupagem mais bela.
Dizia a loba que o seu pelo era não só bonito, como era acolhedor no inverno e leve no verão.
Respondia a ovelha que nada havia mais belo e suave que a brancura da sua lã.
A águia argumentava que mais belo que as suas penas só o facto de a fazerem voar.
Ria-se a cobra que os seus padrões de escamas batiam aos pontos tudo o resto.
Enfim, cada animal via-se como a mais bela e a mais abençoada com aquilo que as cobria, e defendiam a sua opinião com vozes cada vez mais altas.
Tanto foi o barulho, que o homem, que estava a dormir, acordou e sendo confusão o que acontecia, foi de imediato juntar-se-lhe.
Chegando o homem ao pé dos outros animais, perguntou o que se passava, ao que os outros animais responderam que discutiam qual a qual deles pertencia a roupagem mais bela. O homem olhou em redor e ficou muito contente de ver tantas roupagens tão diferentes e todas tão belas, mas então olhou para si mesmo e viu que estava nu e não apreciou que a sua pele não tivesse padrões, que o seu pelo não o cobrisse e não fosse tão belo como a lã ou as penas.
Enchendo-se de inveja, afastou-se dos outros animais e decidiu remediar aquilo que encarava como uma ofensa que lhe tinha sido feita. Começou a colher flores, plantas, pedras, conchas e todas as coisas bonitas que os seus olhos vissem, e com elas fez uma roupa que considerou a mais bela roupagem de todas. Terminando a sua nova roupa bonita, vestiu-a e foi-se mostrar aos outros animais.
Chegando ao pé dos outros animais, começou de imediato a gabar-se da sua roupagem e de como esta era mais bela do que qualquer outra. O problema foi que os animas não sabiam muito bem o que pensar da roupa do homem, pois tinha tanta coisa misturada, que não se percebia o que era o quê e até nem se conseguia perceber se era uma roupagem bonita ou feia.
Como os animais não lhe contestavam primazia da sua roupa entre todas as roupagens, visto que não conseguiam perceber o que era aquilo, o homem começou a dançar e a pular certo de que todos consideravam a sua roupagem a mais bela. Tanto pulou, tanto dançou, tanto rodopiou, que não viu que se aproximava do rio, e tão pouca atenção prestava ao que fazia que acabou por cair lá dentro.
Acontece que a roupa do homem era tão pesada que ele não conseguia nadar para salvar-se e começou a gritar por ajuda. A loba, que normalmente era quem prestava atenção aos desvarios do homem, foi ver o que se passava, e olhando o homem preste a afogar-se, gritou-lhe que largasse a roupa que o puxava para o fundo do rio.
O homem respondia que a loba estava era com inveja da sua roupa bonita e que por isso queria que ele a perdesse. A loba insistia com o homem para que largasse a roupa que o afogava, mas o homem não queria. Por fim, farta da teimosia do homem, a loba pediu aos cágados do rio que comessem os fios da roupa do homem, para que assim o resto se soltasse e o homem se salvasse.
Assim foi feito pelos peixes e pelos cágados e o homem lá conseguiu sair de dentro de agua. Contudo, vinha muito cabisbaixo, pois via que a loba mais uma vez tinha razão naquilo que lhe aconselhava.
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